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24 de julho a 1 de agosto 2026
Artistas
Adriana Ferraz
Altimar Rocha
Andrea Derani
Ani Cuenca
Augusto Batista
Caio Cruz
Catia Goffinet
Chris Matos
Fabiana Queiroga
Laura Barzaghi
Lívia Gomes
Luciana Bógus
Maria Renata Pinheiro
Mariane Chicarino
Mozart Santos
René Agostinho
Simone Dutra
Suely Bogochvol
Viviana Ximenes
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Adriana Ferraz
Adriana Ferraz é artista plástica e desenvolve obras autorais que unem papel, costura manual, dobraduras e elementos naturais. Seu trabalho explora a delicadeza do gesto artesanal em diálogo com uma linguagem contemporânea, transformando linhas, texturas e formas em composições únicas. Entre o rigor técnico e a sensibilidade poética, suas criações revelam o tempo dedicado ao fazer manual e convidam à contemplação. Cada peça nasce da valorização dos detalhes, da matéria e das conexões entre arte, natureza e design.

Altimar Rocha
Altimar Rocha (1996, Carapicuíba, SP) vive e trabalha em São Paulo. Artista visual, desenvolve sua pesquisa a partir de experiências pessoais e memórias coletivas, abordando temas como aculturamento, silenciamento e ancestralidade negra. Sua prática envolve pintura, escultura, instalação e gravura, explorando suportes que dialogam simbolicamente com cada trabalho.
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Andrea Derani
Andrea Derani é artista visual, nascida no interior de São Paulo, onde iniciou sua formação em artes antes de atuar como advogada ambientalista. Sua prática recente se concentra na experimentação com porcelana, papéis artesanais, fibras naturais, urushi e ouro, desenvolvendo trabalhos a partir de processos manuais de corte, montagem e intervenção direta na matéria. Sua produção transita entre superfície e volume, articulando procedimentos técnicos distintos em composições que exploram relações de tensão, continuidade e reorganização formal. Vive e trabalha em São Paulo.

Ani Cuenca
Ani Cuenca vive e trabalha em São Paulo. É artista visual e tem a arquitetura como primeira formação. A partir dela, constrói um pensamento atravessado por espaço, matéria, estrutura e tensão, mas desloca essa matriz para investigar o que permanece quando a função se esgota. Sua prática se desenvolve com lixas, cera, metais, tecidos e objetos domésticos, materiais retirados de seus usos habituais e reorganizados em sistemas precários. Ao cortar, endurecer, suspender, sobrepor e recompor, a artista tensiona superfície, corpo e memória. Suas obras instauram campos de atrito, repetição e equilíbrio instável, nos quais a matéria não se resolve: permanece sob tensão.

Augusto Batista
Augusto Batista. Vive e trabalha em São Paulo. Desenvolve uma pesquisa transdisciplinar entre arte visual, psicologia, sistemas vivos e cultura informacional. Sua produção articula desenho, instalação, experimentação biológica, objetos e dados para investigar memória, percepção, imaginação e produção de sentido. Transitando entre bioarte, práticas relacionais e experimentação conceitual, constrói trabalhos que aproximam processos biológicos, tecnologia e subjetividade. Suas obras exploram ecologias de coexistência, formas de registro e os vestígios deixados por corpos, organismos e sistemas em contínua transformação.
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Caio Cruz
Caio Cruz (1993, Afonso Cláudio, ES) vive e trabalha em São Paulo. Artista visual e professor de pintura e desenho, iniciou sua formação em Música antes de migrar para as artes visuais. Desenvolveu-se de forma autodidata e em ateliês brasileiros, aprofundando posteriormente seus estudos em The Florence Academy of Art, em Florença. Sua pintura investiga o ambiente doméstico como território de instabilidade, onde memórias de infância, relações familiares e estados emocionais se condensam em imagens atravessadas por tensões entre proteção e ameaça, ordem e colapso.

Catia Goffinet
Catia Goffinet (São Paulo, 1973) é artista visual e vive e trabalha em São Paulo. Sua pesquisa investiga corpos em queda e suspensão como metáforas da experiência contemporânea. Interessa-lhe o momento em que identidades, papéis e estruturas deixam de sustentar o sujeito. Desenvolve pinturas em que o corpo habita um estado de instabilidade e transição, entre controle e colapso. Em superfícies como alumínio e vidro, cria imagens que tensionam permanência e fragilidade, insistindo no instante em que algo deixa de se sustentar e nenhuma nova forma ainda se constituiu.

Chris Matos
Chris Matos é artista visual, nascida em Brasília, radicada em São Paulo. Sua prática parte da pintura e se expande em investigações sobre materialidade e organização, explorando relações entre estrutura e espaço. Com trajetória consolidada no muralismo, seu trabalho recente se volta a pesquisas sobre reorganização, permanência e transformação, a partir de sistemas flexíveis. Sua produção articula repetição, gravidade e materialidade, em composições que investigam modos de sustentar, ceder e continuar.

Fabiana Queiroga
Fabiana Queiroga (Goiânia, 1979) é artista visual e pesquisadora radicada em São Paulo. Sua prática articula pintura, escultura, instalação e objeto, investigando relações entre corpo, matéria e paisagem como campos de presença, permanência e transformação. Por meio de coleta, repetição, desgaste e sobreposição, cria obras que tensionam delicadeza e ameaça, silêncio e excesso. Espinhos, raízes, resíduos e superfícies fragmentadas atravessam sua pesquisa sobre território, pertencimento e memória, entendida como fenômeno instável inscrito na matéria e na experiência sensível. Formada em Artes Visuais pela UFG, expôs no Brasil, Argentina, Portugal, Chile e Estados Unidos.

Laura Barzaghi
Engenheira agrônoma formada pela ESALQ-USP e mestre em Paisagem e Ambiente pela FAU-USP, atua há mais de duas décadas como paisagista. Iniciou sua trajetória na cerâmica em 2010, aprofundando-se em modelagem, torno e formulação de vidrados. Nos últimos anos, sua produção tem se concentrado em esculturas abstratas que investigam as zonas de transição entre o orgânico e o inorgânico. Seu processo criativo desenvolve-se sem projetos pré-definidos: é no contato direto com a argila que as formas emergem, por meio da experimentação, da observação e do diálogo contínuo com a matéria.

Lívia Gomes
Lívia Gomes (Guaxupé, MG, 1983) é artista visual e doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP. Sua produção investiga a temática da casa em diálogo com o gênero da natureza-morta, buscando revelar percepções infamiliares em objetos e ambientes domésticos. Por meio de espessas camadas de tinta, enfatiza a materialidade pictórica e afirma a pintura como matéria, presença e acontecimento. Desde 2023 participa de exposições coletivas, com destaque para o prêmio aquisitivo do Salão de Artes de Vinhedo (2026), a menção honrosa no 31º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande (2025) e o primeiro lugar no Salão das Artes de Guararema (2023).

Luciana Bógus
Advogada de formação, Luciana Bógus mantém uma relação com a arte desde a juventude, quando se dedicava ao desenho e à pintura, tendo passado por diferentes técnicas como carvão e nanquim sobre papel e óleo sobre tela. Recentemente, descobriu o bordado e a tapeçaria e passou a se dedicar à arte têxtil. Seu trabalho explora a tapeçaria e o bordado como territórios de experimentação contemporânea. Formas, texturas e cores se entrelaçam em composições que transitam do rigor geométrico à fluidez orgânica.

Maria Renata Pinheiro
Maria Renata Pinheiro é artista visual, vive e trabalha em São Paulo. Formada pela Escola Panamericana de Arte, foi premiada em 1º lugar no 29º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande (2023) e recebeu menção honrosa no 3º Salão de Artes de Guarulhos (2023). Participou de exposições como o Prêmio Casa Seva (2025), o 53º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (2024) e o 21º Território da Arte de Araraquara (2024). Sua pintura investiga a paisagem como memória sensorial, articulando gesto, matéria e tempo em superfícies construídas por camadas, texturas e vestígios do processo pictórico.

Mariane Chicarino
Mariane Chicarino (1978, São Paulo/SP) é artista visual e publicitária. Sua pesquisa explora o comportamento humano e seus estereótipos e, por meio da pintura, cria universos onde o surreal se torna espelho da realidade. Suas composições dão forma a seres híbridos, metáforas visuais e situações impossíveis que tensionam as fronteiras entre o concreto e o imaginário. Todavia, seu fantástico não representa a fuga do que é real, mas uma estratégia para evidenciar aquilo que, na rotina, insistimos em ignorar. A artista trabalha em São Paulo e participou de exposições coletivas, tais como: 23º Salão de Artes de Atibaia, 3º Salão das Artes de Guararema e 15ª Grande Exposição de Artes Bunkyo.

Mozart Santos
Mozart Santos desenvolve uma pesquisa entre pintura, objeto, performance e instalação. Sua produção articula materiais como couro, bainhas de faca, penas, chifres, madeira, cobre e pintura a óleo para construir imagens e corpos híbridos que atravessam memória, ritual e fabulação de paisagens. Partindo de referências do sertão nordestino, suas obras deslocam objetos ligados ao trabalho, à proteção e à cultura popular para um campo de tensão entre ornamento, organismo e presença escultórica. Participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior, com trabalhos apresentados em instituições como Museu da Língua Portuguesa, MAC-USP, CCBB-SP e Architekturmuseum München.

René Agostinho
René Agostinho (São Paulo, 1962) é artista visual. Sua produção investiga as marcas que o tempo deixa sobre o corpo e a memória, explorando, por meio da pintura e de técnicas mistas, questões ligadas ao desejo, à impermanência e à transformação. Participou de exposições em museus, pinacotecas e centros culturais no Brasil, incluindo a Pinacoteca Benedito Calixto, o Museu Casa Portinari e a Pinacoteca Fórum das Artes. No exterior, participou da XIV Bienal de Firenze (2023), na Itália, e foi finalista da Bienal de Osten (2025), na Macedônia do Norte. Vive e trabalha em São Paulo.

Simone Dutra
Simone Dutra (Rio de Janeiro, 1971) vive e trabalha em São Paulo. Formada em Tecnologia de Dados pela PUC-Rio, passou a se dedicar integralmente à fotografia em 2014, quando se mudou para a Califórnia. Concluiu o Mestrado em Artes na Academy of Art University, em San Francisco, EUA, retornando ao Brasil em 2019.
Desde 2020 participa de programas de acompanhamento e formação artística, incluindo Hermes Artes Visuais e Arte Contemporânea Vírgula. Participou de exposições coletivas, tais como Entre Mulheres (2026), O que nos Eleva (2025), Radar Arte (2023–2026), Tanto Mar (2024) e Elements – 7º Salão de Artes (2022), em Portugal. Em 2018 realizou a individual Serene Mistrust, em São Francisco.

Suely Bogochvol
Suely Bogochvol (São Paulo, 1961) é artista visual. Sua produção investiga as relações entre memória, tempo e matéria por meio de objetos cotidianos, da casa e de seu entorno. Em seus trabalhos, desloca objetos de sua função original e os ressignifica, articulando contrastes entre o bruto e o delicado, o ancestral e o contemporâneo, a força e a fragilidade. Iniciou sua formação em 2016, no Instituto Tomie Ohtake. Em 2023 realizou a exposição individual A Ronda das Estações, na Galeria Recorte (SP). Desde 2022 participa de exposições coletivas. Entre 2022 e 2025 participou do Hermes Artes Visuais e atualmente integra os grupos de acompanhamento de Nino Cais e Arte Contemporânea Vírgula.

Viviana Ximenes
Viviana Ximenes (São Paulo, 1979) é artista visual e desenvolve sua pesquisa a partir da pintura abstrata. Seu trabalho investiga o tempo, o gesto e as marcas do processo, em diálogo com a natureza. Formada em Jornalismo e Artes Cênicas, dedicou também parte de sua trajetória profissional à moda. As diferentes experiências que compõem seu percurso seguem reverberando em sua prática artística. Desde 2019, mantém ateliê na Serra da Mantiqueira. É também fundadora do Ateliê Casa Um, espaço colaborativo em São Paulo dedicado a encontros, residências e experimentações.
